Psicologia e Empresas

Depois de um tempo trabalhando dentro de empresas e para empresas, ou seja, com a perspectiva de funcionária e a de consultora, pude perceber o quanto falta investimento no desenvolvimento de pessoas, ou seja, na Gestão de Pessoas. Sei que a área da Gestão de Pessoas é ampla, mas quero refletir dentro do meu nicho de conhecimento, a área da Psicologia Organizacional e Coaching.

Desconheço a autoria da frase “Funcionário feliz produz mais”, porém é uma frase que traduz muito bem o que ocorre de fato na vida laboral das pessoas. Empresas são feitas de pessoas e pessoas têm sentimentos e emoções, motivações, problemas, ansiedades, limites. Isso tudo faz parte de ser humano e quanto mais as empresas ignoram isso, mais dificuldades enfrentam, seja na questão da produtividade, absenteísmo, motivação, comunicação, relacionamentos e até na saúde física e mental de seus colaboradores e parceiros.

Programas de Qualidade de Vida dentro das empresas tem crescido timidamente no Brasil, começam mais em empresas maiores, multinacionais, pois ainda há muita falta de conhecimento sobre o assunto, mesmo entre profissionais de Recursos Humanos. Esses programas acabam sendo implantados para remediar os problemas já existentes, até como uma última alternativa, mas poderiam e deveriam ser implantados como medidas preventivas, assim contribuindo para uma melhor qualidade de vida e produtividade dentro da empresa.

Existem vários programas desse tipo, os nutricionais, de ginástica laboral, os de autodesenvolvimento, os de suporte psicológico, etc. Esses programas podem ser desenvolvidos dentro das empresas com a ajuda de especialistas e consultores ou contratando empresas especializadas.

Além desses programas a área de Seleção, Treinamento & Desenvolvimento (P&D) dentro da empresa se faz fundamental para fortalecê-la. Quando a seleção de pessoas é cuidadosa e busca os perfis mais indicados para as vagas, não apenas visando o preenchimento e sim a qualidade dos profissionais, se ganha muito com isso, inclusive contribuindo para menor rotatividade de colaboradores, menos gastos com impostos, treinamentos e novas contratações.

E complementando, o investimento em treinamento e desenvolvimento dos profissionais se faz muito necessário para que se adeque os profissionais às suas funções, trabalhando seus perfis e desenvolvendo e aprimorando competências, o que gera motivação, comprometimento, também contribuindo para a produtividade da empresa.

É uma nova (nem tão nova) perspectiva dentro do mundo organizacional, tirando a ideia de que pessoas são máquinas, que se dissociam completamente de suas vidas pessoais ao trabalhar.

Ao valorizar sua humanidade é possível aliar os interesses e ter muitos benefícios para a produtividade e lucratividade da empresa, sendo necessário investimento no curto prazo sim, porém visando obter resultados mais duradouros e consistentes a médio e longo prazo.

Invista em pessoas!