Coach Carter (2005)

O filme Coach Carter narra a história real de Ken Carter, um treinador de basquete, que foi convidado para treinar o time do Colégio Richmond, uma escola da periferia da Califórnia, onde ele mesmo havia estudado e jogado com recordes ainda não quebrados.

Era um grande desafio, pois de 22 jogos tinham perdido 18 e os jogadores eram garotos indisciplinados e descompromissados, enfrentando graves problemas sociais. Carter quando aceitou o convite acreditava que podia transformá-los e o basquete seria o instrumento. Através de seu estilo de liderança formal ao mesmo tempo que condescendente, impôs regras que visavam também um bom desempenho acadêmico, além do desempenho esportivo.

A princípio, professores, pais, alunos não compreenderam seu real objetivo, pois para eles o basquete era “tudo” que eles tinham e se eles estavam ganhando com o que mais poderiam sonhar? E era justamente isso que Carter queria que seus jogadores tivessem: sonhos, que sonhassem com uma faculdade, com uma família, além da carreira no basquete. Para isso era necessário resgatar a autoconfiança e auto-estima dos jogadores e da comunidade, desenvolvendo suas potencialidades e ele era um modelo para isso.

No filme destaca-se o estilo de liderança de Carter, que além das estratégias, preocupa-se com a execução. Por ele gostar de pessoas, acreditava nelas e queria desenvolvê-las para alcance de seu potencial, o que só seria possível através do processo de identidade, ou seja, autoconhecimento e permissão para serem mais dentro de seus perfis. O líder permite que seus discípulos brilhem e ensina como lidar com esse brilho sem arrogância, mas com humildade e gratidão, porque isso é fruto do trabalho de equipe.