Verdade: base de relacionamentos!

Hoje quero falar da falta de confiança em relacionamentos afetivos. O que é muito comum ao se lidar com problemas de relacionamento. É um assunto muito difícil porque a desconfiança nos rouba a vida, nos tira a paz, nos faz duvidar de nossas percepções, nos faz duvidar do que era “indubitável”.

Aquele que desconfia nem sempre está com a razão, pode padecer de muita insegurança, de baixa auto-estima e até de ciúmes patológico, mas hoje essa não é a discussão. Longe de mim, saber a solução, já que esse problema pode surgir em todo e qualquer relacionamento e depende de muito mais variáveis do que se pensa, mas posso dizer que muitas vezes esse problema começa com pequenas mentiras ou omissões.

Todos mentem, sem exceção, seja a chamada “mentira branca” ou outras. Nossa sociedade e cultura nos permitem e nos estimulam a isso, e é o que vemos em novelas, filmes, comerciais, livros e bate papos por aí. E por que não falamos a verdade?

A primeira resposta é: porque é mais fácil! Mentimos porque não queremos desagradar, porque queremos agradar, porque queremos convencer, porque queremos esconder. Mentimos porque temos medo de perder, porque temos medo de consequências, porque temos orgulho, porque não queremos dar o braço a torcer, porque erramos e não queremos admitir, porque não “podemos” falar a verdade.

Quando crianças as fantasias próprias da idade nos levam a criar histórias que não existem, personagens e situações da nossa imaginação e com o tempo levamos esse comportamento normal para nos safarmos de consequências, como a correção de nossos pais e vamos aprimorando a nossa habilidade.

Ocorre que quanto mais maduros, menos deveríamos usar esse recurso, porque embora seja mais fácil ele também gera consequências e uma delas é a culpa, porque podemos esconder, mentir, fugir dos outros, mas de nós mesmos não dá! Por vezes nos afastamos daquilo que nos faz sentir culpa ou chegamos a acreditar nas nossas próprias mentiras. De qualquer forma a decisão é nossa! Outra grande consequência é com o outro, com aquele que embora não saiba de toda a verdade, desconfia, intui e por vezes nos confronta.

Muitas vezes esse preferiria lidar com uma verdade cruel do que saber que seu parceiro mente e tomar uma decisão baseada nessa verdade não nas fantasias de sua própria desconfiança. E um dia essa decisão vai vir, não tenha dúvida! Claro que aos olhos dos que mentem existem razões e por vezes compreensíveis, e nem sempre mentiras significam falta de caráter, podem demonstrar medo, mas aos olhos dos que desconfiam e descobrem mentiras: decepção, tristeza e medo estão sempre em alta.

Pergunte-se qualquer que seja o seu lado: como é não poder e não conseguir contar a verdade? Como é saber que alguém mente ou mentiu por não confiar na força daquela relação? De qualquer forma, a verdade liberta, seja se identificando com um ou com o outro. Considere isso na sua vida e quem sabe não seja melhor abrir o jogo ou se tornar alguém com quem se possa abrir o jogo! Isso pode fazer muita diferença em seus relacionamentos mais profundos e importantes.

Invista em você!